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Quais seguros obrigatórios impactam no valor do financiamento de imóveis?

Quais seguros obrigatórios impactam no valor do financiamento de imóveisEm todo financiamento de imóveis segundo as regras do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) é obrigatória a incidência de dois seguros. E é muito importante prestar atenção neles!

Na hora de comparar os planos de financiamento, muita gente presta atenção apenas nas taxas de juros cobradas. Mas os valores dos seguros obrigatórios variam bastante, de banco para banco. E essa variação pode tornar um empréstimo a juros menores mais caro do que outro feito com juros mais altos!

De fato, um levantamento realizado pela revista Exame mostrou que os custos do seguro obrigatório podem variar entre 3% e 16% do financiamento de um imóvel, conforme o banco. Isso pode representar um custo de mais de R$ 100 mil só em taxas de seguro!

Por isso, como fazer a melhor escolha? Confira a seguir as nossas dicas:

Quais são os seguros obrigatórios?

Para aprovar um crédito para financiar um imóvel pelo SFH, as instituições financeiras cobram, obrigatoriamente, dois seguros: o seguro para morte e invalidez permanente (MIP) e o seguro de danos físicos ao imóvel (DIF).

Eles são exigidos por lei, e normalmente os bancos possuem seguradoras próprias que estipulam esses valores conforme o perfil do comprador. Mas esses valores podem variar muito de um banco para o outro.

Para que serve o MIP?

O seguro para morte e invalidez permanente (MIP) serve para quitar o saldo devedor restante em caso de morte ou invalidez do contratante. É uma proteção caso o contratante sofra um acidente que lhe cause invalidez, fazendo com que a seguradora quite o saldo restante, pois se considera que, nessas condições, a pessoa terá grandes dificuldades em pagar o restante da dívida.

Ele também é válido caso o outro familiar que compõe a renda sofra um caso de morte ou invalidez. Por isso, normalmente as seguradoras estipulam uma taxa mais elevada quanto mais alta for a idade do contratante. Ainda mais levando em conta que o financiamento de imóveis pode superar facilmente o prazo de uma década.

Para que serve o DIF?

O seguro de danos físicos ao imóvel (DIF) é uma cobertura obrigatória contra acidentes que possam danificar gravemente o imóvel financiado, como um incêndio, um desmoronamento, uma inundação etc.

Como se considera que um imprevisto desta monta pode complicar bastante o pagamento das parcelas – além de comprometer o próprio imóvel, que é oferecido como garantia –, este seguro é necessário. A indenização normalmente corresponde ao valor para restaurar o imóvel e deixá-lo no estado em que se encontrava antes do sinistro.

Como é feita a cobrança desses seguros?

Os valores dos seguros obrigatórios são acrescentados às parcelas do financiamento. Ou seja, uma parte do valor de cada parcela é destinado ao pagamento dos seguros. Por isso, é muito importante saber qual é o montante que corresponde aos seguros. Esta informação é essencial na hora de comparar o plano de financiamento de um banco para outro.

Esses valores variam?

Sim, e muito! Cada seguradora ligada a um banco tem os seus critérios e métodos – tal como constatamos na hora de contratar um seguro automotivo, por exemplo.

E como os percentuais são calculados em cima de cifras elevadas dos valores dos imóveis, qualquer mínima variação percentual de um banco a outro pode alcançar uma quantia elevada – que pode superar os R$ 100 mil, como mencionado no início.

Qual a maneira mais fácil de comparar?

Para simplificar a comparação entre os planos de financiamento dos bancos, não basta observar apenas a taxa de juros cobrada para o financiamento do imóvel. É mais vantajoso prestar atenção no Custo Efetivo Total (CET), que resume todas as taxas e seguros que incidem em um financiamento. O banco que oferecer o CET mais baixo é o mais vantajoso para o cliente.