Reserva do Itamaracá

Homens se rendem à decoração

Para eles, projeto costuma ser mais sóbrio e minimalista, com destaque para o conforto e tecnologia.

Loft projetado por Marina Dubal para um jovem empresário.

Já faz um tempo que os homens deixaram de lado a errônea máxima de que homem que é homem tem que andar com a barba mal feita, ser bagunçado e não se importar com a imagem. Eles estão cada vez mais vaidosos e agora, além de cuidarem de si mesmos, estão cuidando de suas casas. Querem andar arrumados, serem bem sucedidos e ter a casa bonita e despojada para receber os amigos e, claro, agradar pretendentes.
Segundo a arquiteta Marina Dubal, os homens são antenados e solicitam sempre as principais novidades do mercado. “Assim como a potência do carro, eles não abrem mão da potência das caixas de som do home theater. A qualidade da imagem e funcionamento desse aparelho costuma ser a principal exigência”, conta. Mas quando o cliente tem dotes culinários, a coisa muda de figura: a cozinha tem que ser o foco de todas as atenções. “Esse ambiente também se torna parte do coração da casa. Bancadas integradas com a sala de estar e espaços fluidos são as principais diretrizes nesse caso”, explica à profissional.
Marina lembra ainda que os homens estão sempre em busca do conforto e das facilidades proporcionadas pela tecnologia: “Projetar para um homem significa usar as tecnologias mais avançadas. Produtos com design e beleza mas, principalmente, com praticidade”, afirma. A arquiteta Estela Netto reforça a ideia de que os recursos tecnológicos sejam a grande particularidade na decoração masculina. “O diferencial desses projetos é a tecnologia. O homem preza muito por isso e investe maciçamente”, assegura.
E se na hora da paquera eles são mais diretos e vão logo ao ponto, com a decoração não é tão diferente assim. “Funcionalidade é o que todos os homens pedem. O argumento de que uma peça deve ser usada apenas para conferir beleza ao espaço, não basta. Para eles, todo objeto precisa ter uma função prática”, lembra Estela. Com relação às cores, Marina conta que somente quando o cliente é mais ousado dá para inserir mais cores entre um detalhe ou outro, caso contrário só nas obras de arte: “A decoração masculina é mais sóbria e minimalista. Tons como cinza, preto, branco e azul são os mais usados”.
Ao contrário do que se pode imaginar, os homens costumam ser muito detalhistas na hora de decorar. Mesmo assim, as arquitetas asseguram que não é difícil trabalhar com eles. “A facilidade na execução de um projeto depende muito mais de um diálogo aberto entre as partes. Se não houver isso, o trabalho não vai fluir independente do sexo. O esforço do cliente e do profissional é essencial para que tudo fique como desejado e todas as expectativas sejam supridas”, ressalta Marina. Estela também não acha dificuldades em trabalhar com os homens: “Entro no projeto com o meu olhar feminino, delicado e sensível. Já o homem, ingressa com a praticidade. Essa troca de experiências faz com que o projeto se torne muito mais rico e interessante”, garante.
Fonte: imovelweb.com.br